SINOPSE
Antônio Barnabé de Oliveira, o rei da pitaia, nasceu no Sítio Prata, em Igreja Nova, atual área de São Sebastião, Alagoas. Lá viveu entre as matas e no inverno úmido, em dias de um azul fechado pelas abundantes quedas-d’água que derretiam as nuvens.
Nas tardes de verão, sob a coberta da casa de seus primeiros passos, degustava a água fria do velho porrão de barro que ficava no cantinho da cozinha, a qual também abrigava o fogão a lenha, objeto cuja lembrança alimenta a saudade. São dias mágicos, preenchidos pela bonança da simplicidade e da humildade refletida na vivência.
Lá, naquele abrigo da sua mocidade, recorda-se das faces angelicais e transfiguradas de seus pais, formadores de um mosaico de nuanças raras e perfeitas, conservadas na memória, mas modificadas pela longa estrada do tempo. Naquele rico ambiente, trabalhou na roça, brincou de construir casas de palha e de criar esculturas de bonecos de madeira.
Mas o que Antônio mais gostava era de adentrar as matas da região e participar dos folguedos de guerreiro, cheganças e pastoril, organizados por seu pai no terreiro do chalé de taipa. Aos 18 anos, veio morar em Arapiraca. Comprou uma pequena propriedade na Canaafístula, onde parte de seus parentes, os Lopes, já estava fincada. Depois, passou uma temporada em Anadia, onde permaneceu por seis anos, regressando à Canaafístula e dando, assim, um abraço simbólico de amor a esta terra arapiraquense, onde instalou uma bodega.
Sua vocação, contudo, era mesmo a de agricultor. Há alguns anos, é morador do Sítio Bom Jardim, onde desenvolve sua profissão. Católico fervoroso, doou o terreno para a construção da Igreja Jesus da Divina Misericórdia e ajudou, de forma braçal e com economias, na construção da mesma, sob o comando do Monsenhor Luiz Marques. Para ele, são muito gratificantes as lembranças do passado. Um genuíno homem da roça, com suas honras e lutas gladiadoras ao longo da vida.
Esposo, pai, amigo, agricultor. Dono de um caráter retilíneo, aristocrata do espírito e da beleza. Desta forma, inegavelmente, Antônio Barnabé de Oliveira tornou-se uma das raízes de Arapiraca.
FICHA TÉCNICA
Idealização e direção Ricardo Nezinho | Entrevistado Arapiraquenses, 6ª Edição | Entrevistador Aldo CS | Local da gravação Arapiraca/AL | Data de Lançamento 17 de outubro de 2021 | | Produção executiva Ricardo Nezinho, Sandro Ferreira, José Sandro, Aldo CS, Davi Salsa | Historiador José Sandro | Diretor de Produção Aldo CS | Filmagem e Fotografia Sandro Ferreira | Técnico de som Sandro Ferreira, Cledivaldo de oliveira | Colaboradores Isve Cavalcante, Fábio Barros, Bruno Nunes, Suely Mara Lins Melo | Projeto gráfico Duende CS | Trilha de abertura Marcos Sena, Jovelino Lima | Artista plástico Marcelo Mascaro.