Sinopse
Nasceu no dia vinte e cinco de Novembro de 1948, em Cacimba de Dentro, Paraíba. Neste torrão contemplou uma nova aurora, assim também chamada seu berço, ponto de tropeiros que ali matavam a própria sede e a dos animais, geralmente carregados de rapaduras, dureza e doçura se fizeram presentes, como este produto do velho engenho, assim as matas, os animais, as chuvas no inverno, o mormaço do verão, foram tão fortes, que lhes fizeram de bravo, forjado para luta! Foi brincando de esconder, jogar bola, chimbras, peteca, pião, de correr entre os varedos, sendo feliz na simplicidade cotidiana que seu espaço natal lhe proporcionava!
Filho do artesão José Simplício Filho e Dona de casa, Maria do Carmo Lima. Seu genitor era artífice na confecção de arreios feitos do couro, ali ele ajudou seu pai na produção de celas de cavalos, encomendadas principalmente pelos ciganos. Se produziam a colheira, os freios, as rédeas, as correias, assim foi aprendendo a lidar com arte, cuja matéria era o couro!
Em 1960, veio morar em Arapiraca, juntamente com seus familiares. Chegaram aqui de carona em um caminhão carregado de fumo, do fumicultor Otílio. Foram residir em casa situada na Praça dos Curis, Centro da Cidade. Ali conviveu com membros da família Vital Curi, a exemplos de Pedro Curi, Miguel Curi, entre outros ilustres moradores.
Aos doze anos de idade iniciou sua labuta como vendedor de pirulito puxa-puxa, enfrente ao Colégio São Francisco de Assis( Colégio das Freiras), no Bairro Capiatã.
Aos treze anos de idade iniciou na profissão de sapateiro na fábrica de sapatos do Pedro Deocleciano Almeida(Pedro Deó). Ali passou deseseis anos na lida da confecção de sandálias e sapatos em geral! Depois deste tempo, montou uma oficina de Sapatos, Nossa Senhora Aparecida, localizada na rua Tiradentes, no Baixão, depois de vinte e cinco anos funcionando neste local, mudou-se para Rua Graciliano Ramos, no mesmo Bairro, onde permanece até os dias atuais. São mais de seis décadas contribuindo no fortalecimento da economia arapiraquense, na arte de sapateiro tradicional! Chegou a vender calçados usados na feira de Arapiraca.
Aos vinte e cinco anos de idade, conheceu Vera Lúcia, com a qual casou-se na igreja das Cacimbas, em cerimônia realizada pelo Monsenor Afrânio Pinheiro Bezerra. Após o casamento, ele e a esposa passaram a residir no atual endereço, Rua Maurício Pereira, ao lado da linha Ferroviária e próximo a Estação Ferroviária. “A rua era muito estreita e de barro.Na frente da atual casa, tinha um poste de madeira da Força e Luz!” Contou ele! E que “os motores da Força e Luz, ficavam na Rua da Quitanda, próximo as Olárias, da delegacia velha e intendência”.
Gosta de muito de futebol! Chegou a jogar no tempo em que funcionário da fábrica do Pedro Deó, jogou no time Pé de Ferro, este time pertencia ao proprietário desta fábrica.
Uma das grandes paixões de sua vida, é o glorioso alvinegro, o Asa de sua terra, Arapiraca.
Ele fala que no passado gostava demais de assistir filmes no Cine Trianon, Triunfo, de assistir comícios políticos, de principalmente de Higino Vital, de participar das festas da Padroeira Nossa Senhora do Bom Conselho, ouvia o barulho estridente, saudosista da trem, Maria Fumaça, que outrora rotineiramente passava enfrente à sua casa!
Esposo, pai, vendedor de pirulito na adolescência, funcionário da fábrica de sapatos do Pedro Deó, sapateiro com mais de meio século de profissão… uma das figuras mais queridas da Terra de João Lúcio da Silva, assim, Claudomiro Simplício da Silva, tornou-se uma das Raízes artísticas de Arapiraca.
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