Sinopse
Nasceu no dia 22 de março de 1940, no Sítio Boa Vista, cidade de Mar Vermelho –AL. Em um recanto adornado por flores rubras.
Filha de Leandro Alves e Maria Isabel da Silva, produtores rurais no cultivo de feijão, milho e principalmente mandioca para o fabrico de farinha. A roça dos pais foi sua escola, pois iniciou na labuta aos cinco anos de idade!
Brincadeiras com bonecas de pano, de correr, esconde-esconde, ouvir estórias de Trancoso da Caipora, Fogo Corredor, Mula Sem Cabeça, entre outras lendas do folclore brasileiro.
Em 1970, conheceu José Carlos de Oliveira, com quem casou-se na Igreja de Nossa Senhora das Graças, em Paulo Jacinto-AL. O trajeto até a igreja, foi feito no lombo dos cavalos. A festa do casório foi no Sítio Boa Vista ao som da sanfona e da zabumba. Depois de casada, ao lado do esposo, foi morar no Sítio Monte Alto, em Palmeira dos Índios-Al. Lá continuaram os trabalhos na roça.
Em janeiro de 1973, veio para Arapiraca, indo morar na rua São Paulo, onde permanece até hoje. O esposo trabalhou nas firmas de fumo e algodão, enquanto ela cuidava do lar e costurava. Profissão que ainda exerce. Também foi destaladeira de fumo, nos salões de fumo da sua rua.
Quando chegou em Arapiraca, segundo conta ela, os bairros Altos do Cruzeiro e Caititus, eram tomados por plantações e currais de fumo.
Devido a falta de água em Arapiraca naquela época, suas filhas lavavam roupas no riacho das Olárias, na Fazenda dos Nunes, atual Bosque das Arapiracas.
Viu a feira da rua São Paulo nascer na porta de sua casa. Foi testemunha da ebulição econômica da sua rua, com os salões de fumo do Louro do Feijão, depois do Deputado Nezinho, Demuriez Leão, José Henrique e outros nas redondezas.
Esposa, mãe, agricultora, destaladeira de fumo, costureira, memória viva dos Caititus, e do Alto do Cruzeiro… Assim, Marina Alves de Oliveira, tornou-se uma das Raízes de Arapiraca.
0 comentários