Nazaré Cazuza de Melo

A Sabedoria na Sutileza
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Sinopse

Nasceu no Sítio Piranhas -Traipu-AL. Alagoas.  Ali foi seu primeiro castelo de encantos, pois, naquele ambiente regado na simplicidade é que ela aprendeu o valor do respeito e do amor ao próximo. Estudou com as professoras: Mariana, Glorinha e Tercília, segundo a mesma, ficava quietinha para não apanhar de palmatória.  Brincou de boneca e pular corda. Ajudava sua mãe, Merandulina Cazuza nos afazeres domésticos, e a seu pai, Antônio Cazuza da Silva, no trabalho de raspar mandioca na casa de farinha de propriedade de seus avós.

Seu pai era Mestre de Guerreiro. Gostava de ouvi-ló contando histórias relacionadas as manifestações folclóricas, e de apreciar a espada de Guerreiro de propriedade do mesmo.

Segundo a mesma, Lampião, Maria Bonita e seu bando em fevereiro de 1938,  dormiram nos arredores de sua casa.

Na juventude já convivia com Manoel Nunes de Melo ( Manoel Nunes  dos fogos), aquele que viria a ser seu marido. Um companheiro de uma vida terna e plena. Era um dos mais antigos na profissão de fogos de artifícios da cidade, que tanto enfeitavam os céus de Arapiraca e região.

Poetisa, cantora de versos, além de apreciar as danças regionais do interior nordestino. Leitora assídua do livreto de cordel: Zé Pretinho e o Cego.

Em sua primeira viagem a cavalo para Arapiraca, logo se apaixonou e disse: “Meu Deus ainda venho morar aqui “. Dois meses depois seu esposo comprou uma casa na terra de Manoel André, e logo mudaram – se para a nova casa, na Rua Manoel Leal, Bairro Cacimbas, e lá ajudava seu marido na confecção e nos enfeites de fogos de artifícios. Chegavam a colocar três bancas de fogos e calçados, na feira de Arapiraca.

Das festas folclóricas apresentadas na Rua Manoel Leal, da rapaziada a mergulhar no límpido lago da família Leite, das frutas no vasto pomar, das alegrias que ainda hoje dominam o recanto, do matagal que tomava conta das imediações desta rua… são recordações que por ela foram vividas e compartilhadas.

Acolhedora, chegava a receber vinte e três pessoa que se hospedaram em sua casa buscado cuidados médicos, oriundas de sua cidade natal, e outras para assistirem as Santas Missões do Frei Damião no Sítio Cacimbas.

Esposa, mãe, poetisa, um tesouro de histórias consagradas da terra de seu coração, Arapiraca. Mulher de uma trajetória digna e repleta de batalhas nas trincheiras da existência! Assim, Nazaré Cazuza de Melo, tornou-se uma das iluminadas Raízes de Arapiraca.

Ficha técnica

Idealização e direção Ricardo Nezinho | Entrevistado Arapiraquenses, 12ª Edição  | Entrevistador Aldo CS | Local da gravação Arapiraca/AL | Data de Lançamento 19 de junho de 2022 | Produção executiva Ricardo Nezinho, Sandro Ferreira, José Sandro, Aldo CS, Caio Ceza, Jimmy Gonçalves | Historiador José Sandro | Diretor de Produção Aldo CS | Filmagem e Fotografia Sandro Ferreira |  Técnico de som Sandro Ferreira, Cledivaldo de Oliveira | Colaboradores Isve Cavalcante, Fábio Barros, Bruno Nunes, Suely Mara Lins Melo | Projeto gráfico Aldo CS | Trilha de abertura Marcos Sena, Jovelino Lima | Artista plástico Marcelo Mascaro.

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