SINOPSE
João Gomes Ribeiro, Nanô, o mascate do ouro negro. Nasceu no sítio Massaranduba, um lugar habitado pioneiramente por seu pai, Brás Gomes Ribeiro, em 1921, este oriundo do sítio Pau Amarelo, em Taquarana, Alagoas. Ali mesmo, na Massaranduba, ele navegou no oceano dos ventos circulantes do ambiente, que deixavam mais refrescante o clima de sua infância. Ele conviveu serenamente entre o trabalho na roça e os estudos no sítio Serra dos Ferreiras, com as professoras Palmira, Marinha, Maristela e sua irmã Regina, de 1942 a 1946, em uma escola ladeada pela velha casa de farinha construída por seu avô, João Ferreira de Albuquerque, ainda no final do século XIX.
Sua parentela floresceu aos pés da Serra dos Ferreiras, onde conviveu por um tempo. Já em 1946, começou uma nova jornada no primeiro matadouro público de Arapiraca, localizado na Rua Expedicionários Brasileiros, em frente ao posto do Mazaropi, auxiliando sua mãe, Maria Ferreira de Albuquerque, fateira do primeiro mercado da carne na Rua do Comércio, Praça Manoel André.
Retornou à sua Massaranduba — brilho fosco, mas espetacular em suas memórias —, pois foi lá que desenvolveu seu caráter na ludicidade da infância e na lida da roça, ajudando sua genitora. Lá, casou-se com Terezinha Rocha dos Santos, filha do fazendeiro Zé Vermelho, responsável por algumas das melhores festas de fim de safra de fumo da história de Arapiraca.
Destacou-se nos roçados plantando e colhendo o “ouro negro”, que outrora formava um imenso tapete esverdeado, além da comercialização na compra e venda do fumo, combustível propulsor de nossa economia. Foram muitas viagens para outros estados no transporte do rico produto. O mérito de seus esforços está intimamente ligado à coragem que o impulsionou ao inevitável pedestal da grandeza.
Nanô fincou-se no trabalho e na família, tornando-se um astro atuante no teatro real da existência. Mesmo sendo um protagonista marcante, encobriu-se com o manto da humildade. Descendente dos primeiros povoadores deste município, os Ferreira, suas origens formam a arquitetura populacional desta terra. Desta forma, João Gomes Ribeiro, Nanô, é uma das raízes de Arapiraca. Para sempre viverá em nossos corações.
FICHA TÉCNICA
Idealização e direção Ricardo Nezinho | Entrevistado Arapiraquenses, 6ª Edição | Entrevistador Aldo CS | Local da gravação Arapiraca/AL | Data de Lançamento 17 de outubro de 2021 | | Produção executiva Ricardo Nezinho, Sandro Ferreira, José Sandro, Aldo CS, Davi Salsa | Historiador José Sandro | Diretor de Produção Aldo CS | Filmagem e Fotografia Sandro Ferreira | Técnico de som Sandro Ferreira, Cledivaldo de oliveira | Colaboradores Isve Cavalcante, Fábio Barros, Bruno Nunes, Suely Mara Lins Melo | Projeto gráfico Duende CS | Trilha de abertura Marcos Sena, Jovelino Lima | Artista plástico Marcelo Mascaro.