Sinopse
Nasceu em Brejinho, cidade do Rio Grande do Norte. Em 1956, aos dezesseis anos de idade, chegou em Arapiraca, indo morar no Sítio Fazenda Velha. Naquela época, o ambiente era arrodeado pelo verdor viçoso das matas e plantações agrícolas, protegido por um cinturão, formado por labirintos, que embola seus pensamentos nestas memórias sagradas da aurora da sua existência.
Uma infância alegre, de muito trabalho na roça, em lutas constantes pela sobrevivência. A enxada foi sua companheira de lutas, foi o ofício que seus pais lhes ensinaram.
Apesar de ter frequentado seis escolas, não aprendeu quase nada! Mas diz que, sabe sair e entrar em qualquer lugar. Hoje, é professor do Sesc Arapiraca, e lá ensina a disciplina do “Bom Viver” a seus pupilos.
Enamorou-se e casou-se com Maria de Souza Silva (Nininha), das ilustres famílias Bernardino do Sítio Porco, e da família Gomes, dos patriarcas José Gomes e Francina Gomes, fundadores do Alto dos Gomes, atual Rua Presidente Tancredo de Almeida Neves, no Bairro Alto do Cruzeiro, Arapiraca-AL.
Por décadas trabalhou com uma carroça de tração animal, e assim honradamente contribuiu para o crescimento econômico de sua Arapiraca. Na força de seu labor, está a essência da grandeza do arapiraquense. Foi com sua carroça que carregou tijolos das olarias da Canafístula, Riacho Seco e do Sítio Varginha, boa parte da construção arquitetônica de Arapiraca!
Foi convidado pelo Frei Antônio Antenor dos Santos (Frei Antenor), para exercer a nobre missão de Sacramentino da Paróquia de São José no Alto do Cruzeiro, assim o fez com sublime louvor.
É membro da Associação dos Idosos de Arapiraca (APIAR), e nela faz partes dos movimentos culturais que tanto enobrece a nossa cidade.
É tocador do instrumento musical chamado tabaca.
O pote quebrado, a velha casa feita de taipa, cujas portas eram feitas de cipó de marmeleiro, as quatros pisas levadas por ele ajoelhado, o chapéu de palha, a esteira de caboclo, o trabalho de tirar bucha de fumo na Fazenda Velha, o doce da rapadura batida no velho engenho de sua mocidade, os versos cantados para não dormir nos salões de destalar fumo. Uma vida de muitas dificuldades!
Esposo, pai, agricultor, farinheiro da casa de farinha de Nossa Senhora da Salete, de propriedade do Zé Terto, carroceiro de tração animal, Sacramentino da Congregação do Santíssimo Sacramento, figura histórica do Alto do Cruzeiro, além de outros atributos. Assim, Luiz Ferreira da Silva, tornou – se uma das Raízes de Arapiraca.
Ficha Técnica
Idealização e direção Ricardo Nezinho | Entrevistado Arapiraquenses, 13ª Edição | Entrevistador Aldo CS | Local da gravação Arapiraca/AL | Data de Lançamento 17 de julho de 2022 | Produção executiva Ricardo Nezinho, Sandro Ferreira, José Sandro, Aldo CS, Caio Ceza, Jimmy Gonçalves | Historiador José Sandro | Diretor de Produção Aldo CS | Filmagem e Fotografia Sandro Ferreira | Técnico de som Sandro Ferreira, Cledivaldo de Oliveira | Colaboradores Isve Cavalcante, Fábio Barros, Bruno Nunes, Suely Mara Lins Melo | Projeto gráfico Aldo CS | Trilha de abertura Marcos Sena, Jovelino Lima | Artista plástico Marcelo Mascaro